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Benigno Papelo
Presidente da VJM/ VJM President
vjm.presidente@tdm.co.mz

O Governo Moçambicano deliberou para as operadoras de telefonia móvel efectuarem o registo de todos os seus clientes pré-pago, de modo que possam ter base de dados para o melhor controlo e administração.
Esta decisão foi acolhida no maior sufoco pelas operadoras e seus clientes. Sufoco criado pelos prazos impostos as operadoras para a realização do registo. As operadoras vieram em público manifestar a impossibilidade de fazer o registo dentro do prazo ordenado pelo governo. Os prazos são estabelecidos para o alcance das metas traçadas, mas as metas são alcançadas quando existem condições e recursos que possam dinamizar a execução da actividade. Estes recursos devem ser de acordo com a realidade da empresa e dos seus públicos, e normalmente os prazos são acompanhadas por sanções, a quando do não cumprimento das mesmas. Para este caso, os sancionados pelo possesso são também os clientes. Não podemos nos esquecer que as operadoras de telefonia móvel, contribuem de forma significativa para a nossa economia, de modo particular, e para o orçamento geral do estado, de modo geral, e pelo incrível que pareça, o mesmo governo emitiu igualmente outra ordem de proceder um débito mensal significativo para os clientes pré-pago e pós-pago, que, segundo o governo reverter-se-á a favor dos transportes e comunicações. Será que com esta ordem para o registo dos clientes, este objectivo na área dos transportes e comunicações será alcançado? Porque as operadoras já manifestaram o risco de perder o maior número de clientes, caso o encerramento dos registos seja no prazo até aqui estipulado pelo governo.
Acredito que este processo de registo, esteja a incentivar a corrupção, um problema que o próprio governo esta a combater. Quem realmente é o vector da Corrupção? Somos nós os clientes, movidos pela ansiedade de vermos a nossa situação resolvida o mais rápido possível, acompanhado de um tratamento VIP, para este caso, muitos são os que não querem enfrentar as longas “bichas” e levar horas e horas para efectuar o registo, optando pelo suborno. Os mais espertos viram neste caso uma oportunidade de negócio, na venda de impressos para o registo dos números.
Abraço Forte

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A revista da associação Visão Jovem Moçambicana, deixa de se chamar “Visão Info” e passa para “Visão Jovem”. Esta decisão nasce de um consenso do conselho de Direcção da VJM. Estão envolvidos aspectos que determinaram na mudança do nome da revista, visto que são muitos que vem questionando o porque da não impressão da revista, desta feita dos contactos que a VJM vem realizando, um parceiro prontificou-se a tornar-se sócio da revista, comprando metade das acções da revista num universo de 100%, por questões comerciais e objectivos da revista, sendo a única que se dedica inteiramente por questões juvenis, a conselho e o provável sócio, acordaram na mudança do nome para Visão Jovem. A mudança visa criar mais abertura para jovens com capacidade de realização, mas que vivem no anonimato, e espera-se brevemente que a Visão Jovem esteja disponível nas bancas no formato impresso.

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UM grupo de estudantes da Escola Nacional de Artes
Visuais (ENAV) expõe cerâmica na galeria da Mediateca do
Espaço Joaquim Chissano, pertencente ao BCI, na cidade de
Maputo. Para além de cerâmica, estão patentes obras gráficas
e de artes visuais.
Trata-se de obras que reflectem o seu percurso criativo,
sendo que Titos Pelembe viaja pelo quotidiano da vida, passando
pelo entretenimento, tendo como uma das obras que
mais se destaca na exposição a do saxofone.
Bordalo exibe nesta mostra técnicas diferenciadas de
cerâmica, por vezes recorrendo à mistura de outros materiais
que não sendo de cerâmica.
Tem ainda fotografias que ilustram os diversos momentos
de produção dos alunos daquela escola, salientandose
as que se encontram em actividades nos campus do Projecto
Umoja e ainda nas actividades do Projecto Identidades,
sobretudo com estudantes de artes visuais da cidade portuguesa
do Porto.

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O sexto lugar alcançado pelo alemão Michael Schumacher no Grande Prémio do Japão foi elogiado pelo patrão da Mercedes, Ross Brawn.
«Schumacher realizou uma excelente corrida este domingo. As duas voltas em que ele lutou com Nico pelo sexto lugar foram espectaculares. Ficamos orgulhosos com o que vimos», realçou Ross Brawn.
Estas declarações do dirigente da Mercedes surgem numa altura em que a imprensa alemã, através do Bild, afirmava que a escuderia poderia rescindir o contrato de Schumacher se ele não melhorasse as suas performances.

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Pedro Albuquerque
Economista, Professor Associado da Euromed
Management
Fonte/Publicado no www.ordemLivre.org.

Há cerca de um ano Paul Krugman denunciou a profissão de economista como uma das grandes responsáveis pela crise económica global, num artigo escrito para o The New York Times intitulado “How Did Economists Get It So Wrong?” [“Como os economistas erraram tão feio?”]
O artigo foi amplamente criticado por vários economistas de peso, em particular por John Cochrane, que o definiu como calunioso, repleto de teorias conspiratórias, e obscurantista ao ponto de deificar as contribuições originais de Keynes. Krugman teria decidido, num ataque de absolutismo gnóstico, que o trabalho rigoroso de dezenas de milhares de economistas académicos, e os debates que se travaram entre eles durante cinco décadas, não passariam de diletantismo.
Cochrane é preciso na sua crítica. Mas, na sua ânsia de redimir a profissão de economista, e de atacar o apelo ao misticismo de Krugman, Cochrane ignora a possibilidade de que a profissão tenha se comportado, não de forma conspiratória, mas de forma parcial e interessada. Krugman provavelmente sofre de paranóia ao acreditar que a maioria dos economistas age em comunhão com a intenção de marginalizar cientistas dissidentes. A própria teoria económica, porém, nos ensina que economistas académicos, como os demais cientistas, possuem interesses velados, e estão expostos a incentivos que muitas vezes conflituam com o princípio da imparcialidade científica.
A grande falha dos economistas, ignorada por muitos, não foi, como sugerido por Krugman, a de criar má teoria económica ou participar de uma conspiração ideológica, mas a de ignorar boa teoria económica já existente. Economistas, em grande parte, continuam propondo, a despeito de ampla evidência contrária, que para cada falha de mercado haveria uma solução regulatória perfeitamente racional e facilmente implementável. A verdade, porém, é que (a) as falhas de governo são muito mais relevantes que falhas de mercado, (b) a irracionalidade política é um fenómeno muito mais intratável que a irracionalidade económica, e (c) a captura das agências governamentais por grupos de interesse é uma das consequências mais comuns da regulamentação governamental do domínio económico
Os economistas são, portanto, responsáveis por vender a ilusão de perfeição regulatória, quando já deveriam ter admitido publicamente que não há soluções simples para falhas de mercado, e que a regulamentação frequentemente piora os problemas que tenta resolver.
Tendo em vista que tais lições já foram bem estabelecidas no campo da economia da escolha pública, como é possível que sejam tão abertamente ignoradas por uma grande maioria dos economistas ao prescreverem políticas económicas activas? Seria este fato o resultado de uma conspiração, como insinuado por Krugman? Evidentemente que não. A explicação é na verdade muito mais simples: para a maior parte dos economistas que trabalham para o governo, o sector privado e a academia, revelar os limites da teoria económica seria um sinal de fraqueza e incapacidade. A pretensão de previsibilidade e de capacidade de formulação de políticas racionais e adequadas é o ganha-pão de uma maioria nesta profissão.
Os economistas se comportam como médicos que vendem curas inexistentes ou engenheiros que projectam pontes sabendo que não suportarão seu próprio peso. No caso dos economistas, a imparcialidade científica é certamente pouco rentável, e representa acima de tudo a castração de seus poderes políticos. Os custos económicos e políticos da honestidade intelectual entre cientistas são muitas vezes altos, mas, no caso de economistas, são elevadíssimos.
O que permite, porém, aos economistas manter esta robusta e longeva pretensão de conhecimento, particularmente quando comparados aos membros de outras profissões técnicas? A explicação é dada pela própria teoria económica: em parte pela teoria da ignorância racional, em parte pela teoria da irracionalidade racional, e em parte pelo fato de que as políticas económicas são um exemplo da tragédia dos comuns.
A ignorância racional explica, por exemplo, como tal pretensão de conhecimento seria impossível entre engenheiros que projectam automóveis: para a maior parte das pessoas, adquirir os conhecimentos e informações necessárias para avaliar a qualidade dos automóveis que os engenheiros projectam é actividade que produz benefícios individuais evidentes. Consequentemente, o mercado de automóveis é relativamente racional quando comparado a outros mercados, e o trabalho do engenheiro se dá neste quadro de maior racionalidade.
A irracionalidade racional se aplica aos economistas da mesma forma que se aplica aos médicos. É antigo e bem conhecido o papel do xamanismo na medicina, a venda de falsas esperanças, o apelo do desesperado, que não tem mais nada a perder, ou que prefere o sonho de uma cura milagrosa à confrontação da dura realidade de que inexistem curas para muitas doenças.
Finalmente, e acima de tudo, o trabalho de economista, mesmo no sector privado, está relacionado na maior parte dos casos a bens e serviços públicos ou quase-públicos. Um economista que escreve relatórios que serão lidos pelos demais funcionários de um banco privado, por exemplo, produz um serviço com características de bem público. No caso dos economistas responsáveis por políticas económicas, não há nenhuma dúvida de que o serviço prestado é um bem público. E, como é o caso de todo bem público, os serviços produzidos por economistas sofrem dos problemas da tragédia dos comuns e de outros problemas de escolha pública: exploração excessiva, captura de agências, uso privado de informação assimétrica, formação de cartéis, frentismo etc..
Em resumo, os economistas são culpados, mas não pelas razões ideológicas tipicamente citadas por activistas políticos. Os economistas são culpados por apresentarem frequentemente ao público uma versão da ciência económica que ignora algumas de suas mais importantes lições, e o fazem para maximizar seus benefícios e seus poderes como agentes económicos e políticos.

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Dois físicos russos trabalhando na Universidade de Manchester, na Inglaterra, receberam o prêmio Nobel da física por investigar as incríveis propriedades da folha de carbono ultrafina conhecida como grafeno, informou na terça-feira a Real Academia Sueca de Ciências.
Eles são Andre Geim, de 51 anos, e Konstantin Novoselov, de 36.
Eles irão dividir o prêmio de aproximadamente 1,4 milhões de dólares.
O grafeno é uma forma de carbono na qual os átomos são organizados numa treliça de hexágonos achatados como uma cerca de galinheiro microscópica, na espessura de apenas um átomo.
Não se trata apenas do material mais fino do mundo, mas também do mais forte: uma folha do material, esticada sobre uma xícara de café, poderia suportar o peso de um caminhão acumulado num único ponto.
Entre suas outras propriedades, o grafeno é capaz de conduzir eletricidade e calor melhor do que qualquer outro material conhecido, e é completamente transparente.
Físicos dizem que ele poderá, eventualmente, rivalizar com o silício como a base dos chips de computadores, servir como um sensível material de monitoramento de poluição, aprimorar as televisões de tela plana e permitir a criação de novos materiais e testes inovadores de não-localidade, entre outras aplicações.
Em declaração oficial, a Real Academia afirmou, "O carbono, a base de toda a vida conhecida na terra, nos surpreendeu mais uma vez".
O grafeno é intimamente ligado a duas outras formas de carbono que geraram grande interesse nos últimos anos: os fulerenos, que são estruturas de átomos de carbono no formato de bola de futebol, e os nanotubos, que são folhas enroladas de átomos de carbono.
Sempre se pensou, porém, que uma folha essencialmente bidimensional de átomos de carbono seria instável e acabaria entortando ou dobrando.
Geim e Novoselov conseguiram criar as primeiras folhas de grafeno descascando-as de pilhas de grafite - o material do qual é feito o lápis - com o uso de fita adesiva.
Geim, que nasceu em Sochi, na Rússia, e é hoje um cidadão holandês, estudou no Instituto Físico-Técnico de Moscou e obteve seu ph.D. no Instituto de Física em Estado Sólido de Chernogolovka , em 1987.
Ele levou uma vida errante de pesquisas - "Às vezes eu brinco que não estou interessado em fazer pesquisas, somente buscas", disse ele ao site ScienceWatch.com em 2008 - antes de se tornar professor na Universidade de Nijmegen, na Holanda.
Foi lá que ele conheceu Novoselov, que havia nascido em Nizhny Tagil e se tornou aluno de graduação de Geim na Holanda.
Quando Geim subsequentemente se mudou para a Universidade de Manchester, ele convidou Novoselov para acompanhá-lo; hoje, Novoselov é um cidadão britânico e russo.
A criação do grafeno teve origem no que Geim e Novoselov chamam de experimentos da "sexta-feira à noite", coisas loucas que podiam ou não funcionar.
Em um desses experimentos, Geim conseguiu levitar um sapo num campo magnético, o que lhe rendeu um IgNobel - uma paródia do prêmio oferecida a "pesquisas improváveis" - em 2000.
O trabalho com o grafeno surgiu do desejo da dupla de investigar as propriedades elétricas do grafite.
Para fazer isso, eles precisavam de pedaços muito finos, que eles inicialmente tentaram produzir cortando cristais de grafite, sem muita sorte.
Então, um técnico lhes mostrou como o grafite era limpo antes de ser observado num microscópio de corrente de tunelamento: descascando camadas dele com fita adesiva.
"Nós já conhecíamos o método antes, mas tudo só é bom no momento certo.
Uma olhada naquilo e nós soubemos - tem que ser isso", disse Novoselov ao ScienceWatch.com em 2009.
A técnica ainda é usada e, segundo Geim, é chamada de "técnica da fita adesiva".
"Eu lutei contra esse nome, mas perdi.
Ele não soa muito tecnológico, não é?" Seu primeiro artigo sobre o grafeno foi publicado na revista "Science", em 2004, depois de ser recusado pela "Nature".
Um segundo artigo apareceu em 2005.
Desde então, segundo a Academia Sueca, "as pesquisas nessa área literalmente explodiram", produzindo um número crescente de artigos sobre o material, suas propriedades e possibilidades.
Geim disse também haver uma cornucópia de novas físicas a ser explorada.
Graças à estrutura do grafeno, ele explicou, os elétrons que se movem através dele não agem como as bolhas de bilhar da física clássica, trombando de átomo em átomo, mas sim como ondas se movendo na velocidade da luz.