
A marca continua a ser um factor importante quando se pretende comprar um telemóvel, mas o sistema operativo, assim como as aplicações e os conteúdos associados, têm vindo a ganhar peso na hora da decisão.
As conclusões são da TNS, com base nos dados apurados no estudo Mobile Life 2011, e revelam que um em cada quatro consumidores avalia sistema operativo e aplicações antes de optar por determinado smartphone.
A marca, embora muitos ainda a considerem relevante - 44% dos inquiridos em países desenvolvidos e 77% dos utilizadores dos mercados emergentes - deve, aos poucos, perder relevância na lista de prioridades.
Entre as funcionalidades mais mencionadas pelos consumidores estão a videoconferência (54%), TV ao vivo, (50% e 70% nos mercados da Ásia, Oriente Médio, África e América do Sul), streaming de vídeo (48%) e partilha de conteúdos (24%).
O elevado número de respostas que mencionaram os recursos vídeo mostra que esta é uma das áreas os grandes empresas deverão investir nos próximos anos, salienta a TNS.
Outro destaque é o acesso às redes sociais a partir do telemóvel. Há um ano atrás, 30 por cento dos inquiridos diziam utilizar o dispositivo para aceder ao Facebook ou ao Twitter, quando actualmente quase metade dos utilizadores o faz (46%).
A análise mostra ainda que os consumidores consideram os tablets capazes de complementar ou mesmo substituir a experiência do PC, mas não os smartphones, vistos como um dispositivo com mercado próprio.




Conselhos úteis que vão ajudar a minimizar a confusão
Vai mudar de casa, mas só de pensar na (re)organização que essa tarefa exige já lhe apetece desistir da ideia? Calma...
Trocar de casa pode não ser assim tão caótico. Existem estratégias que podem minimizar a confusão.
Indicamos-lhe agora cinco ideias-chave que vão ajudá-la a enfrentar este desafio com êxito:
- Contrate uma empresa, de preferência que já lhe tenha sido recomendada. Durante o processo de mudança, acompanhe o carregamento dos seus bens para a carrinha e assegure-se de que o motorista tem a morada certa. Garanta que está alguém na casa nova para recebê-lo.
- Costuma ser a empresa contratada a embalar os objectos mas, se quiser adiantar serviço, utilize caixotes especiais e plásticos de bolhas de ar para proteger os objectos mais frágeis. Identifique de modo visível o conteúdo de todas as caixas.
- Combine previamente com a empresa que objectos desmontados devem ser montados na nova morada. À medida que os móveis, os electrodomésticos, as embalagens e as várias caixas forem sendo descarregadas na sua nova casa, verifique, sempre que possível, o estado das mesmas. Se vir alguma coisa partida ou danificada, informe de imediato o empregado e/ou a empresa que contratou para a mudança.

De todos os tipos e cores, os padrões floridos estão na moda este Verão (fotos)
Já há alguns anos que o padrão floral começa a invadir as lojas ao primeiro cheiro de Primavera. No entanto, este ano, as marcas renderam-se ao poder das flores e colocaram-nas em todo o tipo de peças.
O padrão floral está muito associado a um lado mais romântico na moda que, através de saias mais rodadas, tecidos leves e cores pastel, é uma das tendências-chave desta estação.
Sem exageros
Nos estampados florais, como em todos os outros, há algumas regras que deve seguir. Se ainda não alcançou o seu peso ideal ou se a altura não é o seu forte opte por um padrão floral de tamanho médio, sem ser muito carregado. Contudo, é possível adaptar peças com este padrão a um sem fim de estilos. Ao seu!
Flores grandes
Já as mulheres mais altas e magras poderão recorrer a estampados cujo volume das flores é maior e mais denso.
Com acessórios
O padrão floral, pelo seu lado mais romântico, pede uns sapatos mais leves. Para uma boa harmonia experimente combiná-lo com uns saltos de madeira, umas sabrinas ou umas sandálias rasas. Os acessórios também deverão ser mais sóbrios, sem grandes brilhos.
Valorize certas zonas
Lembre-se ainda que os tecidos estampados tendem a chamar mais a atenção por isso use-os nas zonas do seu corpo que mais quer valorizar.


O Salão de Seul foi o palco escolhido pela Kia para apresentar a visão do futuro dos eléctricos sob a forma de um protótipo chamado Naimo
Segundo a Kia, o Naimo expressa sofisticação através de uma grande simplicidade no estilo, sendo uma mistura da herança Kia no que toca a modelos citadinos com a mais moderna tecnologia dos nossos dias. O resultado é um protótipo despretensioso apontado ao segmento dos utilitários (segmento B), um conceito que explora a praticabilidade de um modelo com cinco portas, quatro lugares e zero emissões.
O protótipo que a Kia apresentou no Salão de Seul, chama-se Naimo que, traduzido, significa forma quadrada. Olhando para as fotos, percebe-se exactamente isso no estilo escolhido pela Kia para este protótipo eléctrico. Como não poderia deixar de ser, é um modelo apontado ao segmento B, mas a Kia denomina-o um CUV, ou seja, crossover utility vehicle. Basicamente, um carro que pode servir vários efeitos e ser a base para modelos de outros segmentos.
Concebido pela equipa de estilo internacional da Kia sedeada em Seul, Coreia d Sul, o Naimo tem como característica principal, como referimos, exibir um estilo simples apoiado em linhas direitas e tensas, com uma aparência musculada. Esta simplicidade é evidente em vários pormenores: um tejadilho de abrir assimétrico, párabrisas envolvente e faróis e farolins com tecnologia LED de forma simples.

Um fruto aconselhável em todoas as idades
Altamente nutritiva, a anona contém fibras, sais minerais, como cálcio e fósforo, e vitaminas do complexo A, B1, B2 e C. Cada 100g fornece 81 calorias.
Segundo estudos recentes, a anona tem propriedades anti-envelhecimento e reduz substancialmente o colesterol e o ácido úrico.
Pobre em gorduras e altamente digestiva, esta fruta é aconselhada em todas as idades
Receita - Anonas recheadas
Ingredientes
4 anonas
200g de bacon
0,5dl de azeite
150g de tomates-cereja
1 ramo de salsa
1 molho de pequenos agriões
sal q.b.
1 vagem de baunilha (opcional)
Preparação
Corte as anonas ao meio e retires-lhe as sementes. Reserve quatro metades e corte as restantes em cubos.
Entretanto, leve o bacon cortado em fatias a corar em azeite. Acrescente-lhe os tomates-cereja e os cubos de anona, temperando com sal. Se preferir, pode ainda juntar uma vagem de baunilha.
Coloque o preparado dentro das metades que reservou inteiras e decore com as folhas de agrião.
Sirva acompanhado de um vinho rosado meio seco ou seco
Nos últimos meses, a problemática da terra se moveu para o topo do debate público, político e intelectual em Moçambique. E não é para menos, a produtividade agrícola continua longe do seu real potencial e certos setores da sociedade apontam para a questão da terra como uma possível fonte de eventuais conflitos sociais econômicos. Nesse ambiente, os intelectuais têm a responsabilidade fulcral de aprofundar o debate público sobre essas matérias, não para, necessariamente, trazer soluções acabadas, mas para demonstrar as várias opções existentes em termos de políticas públicas. É neste sentido que este artigo aponta.
Moçambique tem das melhores condições agroecológicas da África Austral. Os seus solos são próprios para uma variedade de culturas agrícolas. O país é atravessado por vários rios, muitos deles de curso internacional, entretanto, a produtividade por hectare é das piores da região. Dos 36 milhões de hectares de terra arável que o país possui, apenas 12% são cultivados, ou seja, pouco menos de 4,5 milhões de hectares.
Nesse cenário, importa perguntar: Que constrangimentos existem para o uso eficiente e massivo da terra para a agricultura? Por que Moçambique continua dependente da importação de produtos agrícolas? Uma analise mais atenta ao setor, mostra que mais de 90% da terra é cultivada por pequenas explorações familiares, que têm na agricultura, caracterizada pelo uso de técnicas rudimentares, como a enxada de cabo curto, o seu principal meio de subsistência. O uso de fertilizantes, maquinaria e sementes melhorias é quase inexistente. Por outro lado, encontramos algumas explorações de média e grande escala, que se debatem com altos custos dos insumos, problemas no acesso ao crédito, excesso de burocracia na regulação estatal, etc. A dificuldade de acesso ao crédito bancário é apontado como sendo um dos principais entraves ao desenvolvimento da agricultura.
Em Moçambique, pela Constituição da República, a terra é de propriedade exclusiva do estado, podendo, os cidadãos usá-la adquirindo um título de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) dado pelo governo. Melhor dizendo, o cidadão detentor do DUAT não pode alienar, vender ou mesmo dar como garantia para obtenção de um crédito bancário a terra. É nesse último ponto que reside o primeiro busílis do debate político e académico.
Num país onde não se pode identificar um grupo ideológico concreto da direita, sejam eles políticos ou intelectuais, existem alguns, aparentemente poucos, defendendo a passagem para o regime legal de propriedade privada da terra. Essa passagem seria feita através do direito costumeiro, como defendeu, recentemente, o proeminente economista moçambicano, Roberto Tibana, numa entrevista cedida ao Jornal O País, na sequência de um debate organizado pelo Movimento de Estudantes Liberais de Moçambique (MELIMO). Segundo esses intelectuais, só assim os camponeses poderão usar a terra como garantia na obtenção doo crédito bancário para o desenvolvimento de uma agricultura robusta e mecanizada.
Entretanto, uma outra ala de intelectuais e políticos, que reclama ser a maioria, defende a manutenção do atual regime de propriedade exclusiva da terra pelo estado, receando que a propriedade privada da terra poderá levar, por um lado, ao surgimento de grupos sociais “sem terra” e consequentes conflitos sociais e, por outro lado, a apropriação da terra por cidadãos e empresas estrangeiras. Aliás, argumentam ainda que a atual lei de terras, baseada no primado constitucional de pertença exclusiva do estado, ainda não foi explorada na integra, acrescentando que Moçambique tem dos melhores regimes legais da região da SADC e do continente africano no geral, por manter a terra como propriedade exclusiva do Estado. Alguns, chegam até a excluir do debate público, intelectual e político, a hipótese de propriedade privada da terra.
Todavia, para uma melhor sistematização do debate sobre a problemática da agricultura, e da terra em particular, julgo que importa levantar as seguintes questões:
1. Qual é o custo de oportunidade que o país paga pelo fato de ter a terra como propriedade exclusiva do Estado? E por outro lado, qual seria a o custo de oportunidade se Moçambique optasse pela propriedade privada da terra?
2. Indo mais a fundo: Quem realmente se beneficia do atual regime legal? A economia? Os cidadãos, consumidores? Os camponeses? Os agricultores, empreendedores e investidores? O Estado? O governo do dia? Outros? Por outro lado, quem seria o beneficiado num hipotético regime de propriedade privada da terra? O desenvolvimento econômico? A harmonia e bem estar sociais?
Independentemente da vontade dos políticos, essas questões devem ser debatidas de forma aberta e expressa pela sociedade em geral e pela academia em particular, que deve, sempre, problematizar e colocar todas as hipóteses na mesa do debate, sob o risco de esta passar a alimentar e legitimar tabus de que certos temas e abordagens não devem merecer reflexão, o que contrasta com a natureza metodológica, problematizante, das academias.
Finalmente, lembremos estas sintomáticas palavras do Eng. João Carrilho, num debate público organizado pelo recém-criado observatório do meio rural:
“Muitos dizem que ‘Moçambique tem a melhor a lei de terras da África Austral, só que ela não é aplicada’. Ora se não é aplicada é porque, provavelmente, ela não é ajustada a realidade...”
Por: Henriques Viola
Presidente da MELIMO
Fonte: Ordemlivre.org