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Você pode não notar, mas ao encontrar uma pessoa que parece familiar na rua, a primeira coisa que vai procurar reconhecer são os olhos dela. Isso é o que diz uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Barcelona na Espanha. Na verdade estudos anteriores haviam mostrado que o cérebro humano trabalha com baixas frequências espaciais para reconhecer a face alheia, ou seja, se atém a elementos básicos que compõe uma imagem sem entrar em grandes detalhes como por exemplo, sinais de idade no rosto da pessoa.
O pesquisador Mathias Keil usou um modelo computadorizado que reproduz o sistema visual do cérebro para analisar fotos de rostos de 868 mulheres e 868 homens e achar aspectos comuns. Através de imagens de detalhes faciais, o sistema deveria encontrar o rosto correspondente. Com isso, ele descobriu que era mais fácil para o cérebro reconhecer a pessoa pelos olhos, seguindo depois para o formato da boca e finalmente o do nariz.
Segundo Keil, os olhos têm a capacidade de oferecer uma imagem menos ruidosa para ser processada no reconhecimento ao contrário de outras características faciais. "Isso sugere que os mecanismos cerebrais de identificação facial se especializaram em olhos", disse Keil. Os resultados da pesquisa foram publicados no jornal especializado Computational Biology.